terça-feira, 24 de março de 2015

SIM SENHOR! MAS AOS OUTROS









Já é velha a expressão, “faz o que eu digo mas não faças o que eu faço” ou a minha preferida, “ a pimenta no cu dos outros é refresco”…

Posto isto, falemos da nossa sociedade portuguesa de pudicos e moralistas que quando se fala de homossexualidade, por exemplo, surgem expressões como:
“Cada pessoa é livre de amar quem quiser”
“Se é o que gostam, acho muito bem”

Mas depois quando têm a sorte ou o azar de ter por vizinhos um casalinho de rapazes sem bateria (só pegam de empurram), as expressões mudam para:
“Vistes os panascas do 2º drtº?”
“Olha o paneleiro a tirar as compras do carro!”


Nos dias que correm, ouve-se muito o “não quero saber o que os outros pensam”, mas se o filho chega a casa e diz que vai casar com o colega de quarto da faculdade, a primeira coisa que os pais pensam não é nas hemorróidas do filho é mais “e o que é que os vizinhos vão dizer?!”… pois é…

O mesmo se aplica à economia portuguesa (tema recorrente nos dias que correm), quando questionados, todos, sem excepção, concordam que se tem de cortar na despesa pública, e depois acontecem coisas do género:

-Acha que devemos de cortar na despesa publica?
-Claro que sim!!
-Então vamos fechar a sua instituição!
-É pá, isso não!! Esta instituição de apoio, analise e reconhecimento do crescimento do grelo da batata é fundamental para a Agricultura e Economia portuguesa…
Pois deve-se de cortar na despesa, mas na despesa feita pelos outros…

Mais recentemente, e a olhar para o mar de gente que fez manifestações por todo o país, pus-me a pensar quantos é que em:
… andaram de transportes públicos sem pagar
… declararam no IRS produtos de farmácia com 23%
… tiveram um emprego em que não descontaram
… fizeram empréstimos para ir de férias
…pediram ao mecânico para não passar factura e não pagar IVA

Por outro lado, quantos é que:
… ajudaram uma instituição social
… doaram sangue
… se inscreveram no banco de medula óssea

Talvez não tantos como se desejava num caso e talvez demais no outro, ou os mercados paralelos também são feitos pelos bancos e políticos? (em casos de sucata talvez…)

Outros casos são em relação a racismo e/ou xenofobia… “haa e tal somos todos iguais e mais não sei quê” mas quando dizemos que os ciganos recebem RSI se os filhos andarem na escola a coisa muda… e se dissermos que os crimes violentos dispararam em Portugal com sotaque de leste ou que os bairros sociais estão minados com africanos (muitos ilegais) que encontramos regularmente quando estamos a ser assaltados… aí já não somos tão iguais…
Já para não falar dos imigrantes (principalmente brasileiras) que para cá vêm, não descontam e o único objectivo é mandar o dinheiro para casa.
Conheço vários casos de homens de leste que passaram fome para poder mandar mais dinheiro para casa!
Bela ajuda à economia…
Afinal em que é que ficamos? Vamos ter um discurso politicamente correcto só para não ter de defender as nossas convicções? Ou vou ser revolucionário para reclamar direitos quando não sou um exemplo em termos de obrigações? Ou ainda vou exigir aos outros aquilo que não exijo de mim?

E assim termino com uma frase…
Não vale a pena pensar nisto!

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